sábado, 20 de novembro de 2010

Viaduto do chá: da história antiga aos dias de hoje.

O viaduto do chá, no século XX, era apenas uma pequena chácara onde se cultivavam hortaliças e chás. No ano de 1877, um engenheiro francês, cujo nome era Jules Martin, mostrou seu interesse pelo lugar e apresentou um grande projeto para se fazer um viaduto de 180 metros sobre o Vale do Anhangabaú, onde se localizava a chácara. Sua intenção era ligar a Rua Direita com a Barão de Itapetininga.


            O projeto teve inicio no ano de 1889 e foi inaugurado em 1892, porém precisou ser reconstruído após algum tempo, quando os bondes elétricos começaram a circular por ali.
            Em 1910, o Vale do Anhangabaú, localizado embaixo do viaduto, foi reformado e criaram um parque que foi nomeado Parque do Anhangabaú.
http://img218.imageshack.us/i/anhangabaupostal4small3hu.jpg/    
                                  
            Após a explosão demográfica e pelo aumento de automóveis, o viaduto foi ficando mais conhecido e, em 1938, foi novamente reconstruído para o aumento de mais duas pistas, ficando pronto no mesmo ano.
            Em meados do ano de 1940, o prefeito Prestes Maia mudou a estética do parque construído, pois o seu desejo era que se tornasse mais fácil o acesso dos automóveis. Em 1991, criou-se então três avenidas ligadas ao parque, que hoje é um túnel que permite a passagem para os sentidos norte-sul.

            Passam pelo viaduto do chá, todos os dias, pessoas de vários estilos, pois o viaduto dispõe de cinemas, lojas da região e o Theatro Municipal de São Paulo.
http://www.baixaki.com.br/imagens/wpapers/BXK53251_viaduto-do-cha800.jpg
            Apenas por curiosidade, o viaduto costuma ser plano de fundo para entrevistas e novelas, e a escolha do mesmo se dá pelo número de pessoas que circulam por ali.  O viaduto também já serviu de palco para muitos suicidas.
           
Sem-teto armam barracas ao lado
da Prefeitura de São Paulo
Cerca de 700 sem-teto armaram barracas na calçada do viaduto do Chá, ao lado do prédio da Prefeitura de São Paulo, após 2.000 famílias terem ocupado dois prédios abandonados na região central e um terreno na zona sul da cidade. Segundo a FLM (Frente de Luta por Moradia), o uso dos três locais para construção de moradias de interesse social é uma antiga reivindicação do movimento.


No centro, foram ocupados o edifício Prestes Maia, próximo à estação da Luz, e um edifício na avenida Nove de Julho que pertencia ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). As famílias também ocuparam um terreno em M'Boi Mirim).
Ivaneti de Araújo, coordenadora do MSTC (Movimento Sem-Teto do Centro), afirma que 172 famílias despejadas em 2007 do edifício Prestes Maia ainda não têm onde morar, apesar de muitos prédios na região central estarem vazios.
 Há mais de 400 imóveis vazios no centro, com dívidas milionárias de IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) que poderiam se tornar moradia de interesse social.
Segundo a assessoria da FLM, houve um breve confronto entre moradores e a Polícia Militar, com uso de bombas de efeito moral e gás de pimenta, atrás do edifício ocupado na Avenida Nove de Julho. A polícia nega. Em carta aberta, a FLM afirma que "moradia digna é um direito" e pede projetos de habitação popular, aquisição das terras por preços justos, desapropriação dos imóveis dos devedores de impostos e medidas fiscais, como o imposto progressivo para os imóveis vazios e abandonados.

Autoria: Ingrid Bernardes Soares

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